12 maio, 2006

R.P.G. e blá blá blá

*suspira*

Então... -__- É isso aí.

Só para avisar que eu me confundi com os dias, e o R.P.G. é no Domingo. Aquele blá blá blá de sempre. Vocês sabem onde e quando devem ir. Eu vou estar lá esperando com os livros, os dados e, se um milagre cósmico me for concedido, alguma idéia que preste.

*suspira de novo*

Ai, ai... A vida deveria poder ser formatada... T_____T

_____


Recados:

Frejat, Lu e Pescaldo. Preciso de vocês na facul amanhã, lá pelas 13h, para aquele lance da entrevista. Se vocês puderem ir, eu agradeço. Mas não é obrigado, apenas, como são vocês que me ajudam com o Projeto, acho que devem estar presentes.
Sim, vocês podem fazer careta. ¬¬ Quem mais quiser aparecer, considere-se convidado também.

Pepe, te espero em casa.
Manda meru me avisando para qual horário devo te esperar.

John, espero que melhore logo para que eu possa te bater sem peso na consciência. ¬¬
(brincadeirinha. Cuidado com esses sorvetes...)


05 maio, 2006

Blá blá blá

Atenção, meninos e meninas! (anciões, magos e caçadores de Baalis perdidos!)

Evento de anime amanhã, sábado, às 13h, na sala Multimeios da facul. Espero todos vocês lá.

Respondendo à dúvida eterna que angustia a pobre vida mortal de vocês: sim, teremos R.P.G. no sábado à noite. Provavelmente uma sessão mais curta e iniciando mais tarde, lá pelas 19h. Mas isso eu prefiro decidir com vocês lá na faculdade, ok? Então, sejam bonzinhos e compareçam! É uma ordem! Ò____Ó

Quanto a jogarmos no domingo, eu não sei... Vocês deixariam suas mamãezinhas de lado pelo R.P.G.??? o_O
...
...
É claro que SIIIIM!!! XD


Outro aviso: a continuação da crônica já está engatilhada. Quem não quiser jogar com o mesmo personagem de agora pode ir pensando em alguma coisa. ^___^ PROVAVELMENTE, as fichas de Magos, Vampiros e Garous estarão liberadas. Mas isso ainda será repensado. Maiores informações, entrem em contato com uma de nossas telefonistas barbadas. (R.P.G. dos horrores...! ¬¬)

Pensando nisso agora, acho que 16 dados serão poucos... ¬_¬ Hm...

Preciso de mais D10’s!!! \O_O/ Kokoti!!!! >___<

~ Fim ~

04 maio, 2006

Tremeres de Florença

Breve estrutura da hierarquia Tremere em Florença.


Pontífice: Etrius
Geração: desconhecida (muito provavelmente, 2ª geração)
Posição: Eu mando aqui!
Trilha Primária: Poder da Mente
Trilha Secundária: Rego Magica
Capela de Origem: Ceoris
Capela Atual: Viena
Qualquer coisa relevante: Etrius é o guardião de Tremere e ‘líder” atual do Clã. É a ele que vocês servem e veneram, bruxinhos! Ahn... O que mais...? Ah, ele se aliaria ao Saulot facilmente e entregaria os cruéis Tremere às chamas do Inferno por pouca coisa e sem remorsos. ¬¬ E aquele blá blá blá de sempre.


















Lorde:
Augutus Medicci
Geração:
Posição: 6º Círculo
Trilha Primária: Creo Ignem
Trilha Secundária: Dom de Morpheus
Capela de Origem: Viena
Capela Atual:
Florença
Qualquer coisa relevante: Acredita na supremacia da Camarilla e nas leis que regem o Clã. É o Mentor de Lawrence e Ludwig (para seu total ressentimento) e tem plena consciência de que esses dois juntos não geram bons frutos... É extremamente racional, sabendo matar sem piedade, apesar da aparência. Sobrevivência é tudo o que importa realmente. Faz parte da Primigênie que reside em Florença e é ele quem provavelmente caçaria Tremere desgarrados... ¬¬




Regente:
Karenin Solphière
Geração:
Posição: 6º Círculo
Trilha Primária: Domínio da Casca Mortal
Trilha Secundária:
Trilha da Mente Focada
Capela de Origem: Praga

Capela Atual: Florença
Qualquer coisa relevante: Ele é tímido e não quer falar com vocês.


Aprendiz: Aariza Pietà
Geração: 10ª
Posição: 7º Círculo
Trilha Primária: Poder de Netuno
Trilha Secundária: Trilha da Transmutação
Capela de Origem: Paris
Capela Atual: Florença

Qualquer coisa relevante: Essa é a personagem que conversa com Annabell, sob indicação do Príncipe; Abel também já a viu, se não me engano na mesma ocasião. Também é a moça no quarto que está conversando com Lucius quando ele acorda e sai perguntando sobre os Ravnos... (mudou o foco de atenção... ¬¬)


Há apenas mais cinco Tremeres na cidade.


Aphonsus Lightner
Posição: Aprendiz, 5º Círculo
Geração: 11ª
Capela de Origem: Yorkshire
Capela Atual: Florença


Aaron De Larovere
Posição: Aprendiz, 2º Círculo
Geração: 13ª
Capela Atual: Florença
Qualquer coisa relevante: Esse é o guri que entrega as cartas dentro do Clã. Foi ele quem levara as cartas de convocação à Abel.



Lawrence Gray (claro...)
Posição: Lorde, 4º Círculo
Geração:
Capela de Origem: Florença
Capela Atual: ¬.¬ ~♪
Trilha Primária: Trilha das Maldições
Trilha Secundária: Perdo Magica
Qualquer coisa relevante: Hm... Sinto-me encantadoramente bem de kilt. Minha frase favorita é: “Maldição! Morram, prole de vermes filisteus mortais suburbanos!” Ò______Ó *torra torra* Não nutro simpatia por Tremere algum além de mim mesmo e meu Máster! (estejam atentos a esse detalhe, bruxinhos...)



Depois desses há Abel, Symon e Valerius, Mentor de Symon. Quanto a eles, prefiro não fazer declarações, já que não fui eu quem os criou.

01 maio, 2006

Retorno da Longa Noite - parte IV

08 de janeiro - Ano 2201
Uma antiga construção no subúrbio de Florença


Permanecemos em meu quarto por um bom tempo, Sophia e eu, conversando sobre o que havia se passado nesses trezentos anos em que não nos víamos. Saímos para o corredor de braços dados, e eu sentia-me francamente disposto a muitas coisas, e minha disposição ainda seria acrescida por outras relevâncias. Todo o caminho do estreito corredor estava manchado com um rastro de sangue que levava direto para o último quarto.

_ Uma de suas experiências? – perguntou minha acompanhante quando paramos e ela reparara no chão.

_ Soph, não sou nem de longe tão estabanado. Isso deve ser coisa dos meninos.

Realmente, naquele momento, enquanto seguíamos a linha vermelha generosamente marcada, não me dei conta do quão significante poderia ser aquilo. Na minha ignorância e bom humor pela presença de Sophia, pensava apenas em dar uma bronca controlada em Ludwig e Byron para serem menos bagunceiros com suas brincadeiras.

Chegamos até o quarto no fim do corredor. Estava completamente escuro, mas eu sentia a presença de Ludwig ali.

_ Ora, Ludwig! Não seja tão mal-educado. Temos visitas. – disse eu em tom lúdico, ignorando completamente a atmosfera mais do que repulsiva, criando uma pequena chama dourada para iluminar o cômodo.

A visão me calou na mesma hora. Ludwig estava acabrunhado em um canto. Ao seu redor haviam inúmeras criaturas de sombras, despertas como eu nunca havia visto. Dançavam ao redor dele, repudiadas pela luz que eu trazia. Eram demônios, pesadelos e outros seres em que eu jamais pusera os olhos. Eram ofensivas certamente. Isso era claro e óbvio. Tive, em uma fração de raciocínio, que a única coisa que impediam aqueles seres de nos fazer em pedaços era a vontade de Ludwig; eu era incapaz de calcular a força que poderiam ter. Ou, pior: seus poderes.

Apenas depois de me surpreender com as criaturas foi que voltei os olhos para Ludwig. Somente então reparei a que ele se agarrava. Só então reparei no corpo decapitado apoiado em seu peito, no sangue que cobria quase todo o chão do quarto. O olhar vago de Ludwig deixou o reflexo de minhas chamas no sangue, e se voltou em minha direção, me encarando:

_ Não ouse tentar tirá-lo de mim.

Tirar quem, Ludwig? Em um lampejo reparei no corpo inerte: eram as roupas de Byron, seu sobretudo preferido. Deixei um gemido baixo escapar sem querer. Como estava lento meu raciocínio aquela noite! Sophia me puxava levemente pelo braço. Os olhos de Ludwig eram intimidadores, até mesmo para nós dois. Era ódio que eu via queimar neles, como um fogo negro e demoníaco. Todo o carisma de Ludwig havia se esvaído junto ao sangue vermelho no chão.

Deixei minhas chamas perderem-se no ar, devolvendo Ludwig à sua escuridão reclusa. Aceitei o conselho mudo de Sophia para que nos retirássemos dali.

_ E agora? – ela me perguntou quando já estávamos fora da Capela.

_ Para o Black Harlequim. Tu não se recusarás a dormir ao meu lado hoje.

E aquilo não era uma pergunta.


30 abril, 2006

Blá blá blá

Pronto. Estou com este texto esperando para postagem já tem uns 20 dias. Finalmente me livrei dele. ¬¬

Resumo a quem interessa:

● Annabell inconsciente e incapacitada, na mansão de Júlia Delacroix. Irá demorar cerca de 5 dias para se curar completamente.

● Lucius, em torpor, em uma residência pertencente à Camarilla. Dois dias para se curar completamente. Atualmente em viagem astral.

● Júlia, de volta à sua aparência kawaii-fatal, saltitando toreadoramente pelas ruas escuras. ¬¬ Tsc... Toreadores não levam nada a sério! -___- Três dias para se curar completamente.

● Byron no Inferno com os capetinhas Nefandus. ¬¬ (Sim, eu VOU voltar! Ò____Ó Há há há há há!!!)

● Ludwig... He he he....!! Vou postar sobre isso amanhã. Ho ho ho!!!

● O restante de vocês estão bem. Talvez meio arranhados, ou meio sem sangue. Mas, bem.


Obituário Relevante:

- James Iha - Harpia
- Linton Brunge - Senescal
- Ravnos - Aliada de Lucius
- Fianna - Aliado de Symon


Mudanças Relevantes:

- Armand Brönte (Primigênie) – Despertou
- Tyler (Primigênie) – Despertou
- Smeagol (é, o próprio... ¬¬ - Primigênie) – Despertou


Minha Descoberta Relevante:

Olha só! ô_O E não é que o tal Abismo dos Magos é o mesmo Abismo dos Lasombra?! O.o Wooo~! Alguém vai se divertir com isso…! ¬____¬


_____


Amanhã, na biblioteca, às 18h30. Valeu, moçada?
Barufe e Pepe, espero vocês em casa às 16h, ok?

_____

Minhas tentativas de modificar o layout de blog continuam frustradas e me dando apenas dor-de-cabeça. >___<

Aliás, eu lembrei de dizer: eu SEI que estava a maior tempestade na cena e estava todo mundo molhado e tal. Mas essa foi a melhor imagem que encontrei. Então não me censurem, sim? ¬¬"

Retorno da Longa Noite - parte III

08 de janeiro - Ano 2201 Florença - Arredores dos Elísios


O Príncipe de Florença e um jovem loiro, seu Flagelo, seguiam apressados para o teatro que servia de fachada aos Elísios. De repente, o jovem pára e pega na palma da mão uma peça delicadíssima que caíra dos céus. Ele observa-a confuso:

_ Um cristal de gelo...?!

_ Um cristal de gelo em Florença... – responde o Príncipe, visivelmente ficando preocupado.

Os dois se entreolham por um breve instante, quando o número daqueles cristais aumenta rapidamente, e se põem a correr. O Elísio estava próximo e, quando saem da ruela escura em que estavam e dão com a rua aberta e ampla em que se localizava o teatro, o Príncipe estaca com uma expressão de assombro. O jovem loiro compartilha de seu espanto, quando repara, sobre o telhado maior de uma catedral em estilo clássico, na figura imponente de majestosa beleza. Do alto em que estava, uma mulher de porte e longos cabelos acastanhados parecia controlar os ventos e a geada. De braços abertos, ela falava com o Vento do Norte e castigava toda a cidade. O Príncipe sentia os cristais cortarem-lhe o rosto, porém ainda estava boquiaberto com aquela presença.

_ Senhora da Tempestade...! – ele sussurra, os olhos arregalados.

Protegendo o rosto com um braço, o jovem loiro pergunta:

_ Ela é um dos Garous! Sua Alteza a conhece?!? I

gnorando os ventos, Raphael dá os primeiros passos em direção à catedral onde está a Garou. Seus olhos ainda não têm certeza do que vêem:

_ Sempre acreditei que ela não fosse mais do que uma lenda...! Estamos realmente com problemas se não o for...

O jovem loiro fica ainda mais apreensivo, não faz idéia de que seu Monarca pretende aproximando-se daquela maneira descuidada e inoportuna.

_ O que vai fazer!? Vossa Alteza! - ele avança em direção ao Príncipe, determinado a detê-lo. Mas o Príncipe é de longe mais rápido que o jovem e, sem que este seja capaz de perceber seus movimentos, Raphael já se encontrava uma sacada abaixo da grande Garou.

Raphael não era um homem de armas. A espada em sua cintura era um mero ornamento de honraria, suas habilidades de espadachim foram adquiridas por fetiche e capricho. Ela sabia exatamente o que fazer no trono, com o cetro na mão, mas não era nem de longe um guerreiro valoroso. E era exatamente nessas desvantagens que ele pensava enquanto dirigia sua voz para aquela mulher.

_ Senhora dos Ventos! Senhora, senhora líder dos Garous! – a voz do Príncipe sai abafada e é carregada para longe pelos fortes ventos. O manto vermelho, já encharcado e sendo puxado pelos ventos furiosos, faz com que tenha de manter-se firme para assegurar seu equilíbrio. A tempestade torna-se a cada instante mais violenta, mas Eudoxia consegue ouvi-lo e lhe direciona o olhar.

_ Aplaque sua ira, Senhora da Tempestade! Não quero lutar contra você! Leve seus filhotes de volta para as montanhas e eu deterei os meus! Não quebre os séculos de nossa paz! Eu lhe peço!

Eudoxia permaneceu segundo em um silêncio atônito, depois dos quais sua risada completa encheu os ares.

_ Admito sua coragem de líder por vir até aqui interceder pelos seus. Mas suas palavras são uma piada estúpida! Não podem estar falando sério... Ou então é completamente ingênuo! Vocês são uma mácula sobre a face de Gaia. Sua raça merece ser massacrada! Meus filhos merecem ser vingados!

O Príncipe via que sua investida talvez não obtivesse sucesso. Sabia que poderia fazer frente aos Garous se “eles” intervissem, porém, pensava em como resolver aquilo sem que tanto se tornasse necessário.

_ Aqueles que vocês atacam, aqueles que estão sob a minha regência, nada têm a ver com sua perda, posso lhe assegurar isso! O sangue de seus filhos já foi cobrado em sete vezes! Seus filhos já foram vingados!

Um sorriso de escárnio passou pelos lábios da mulher e ela riu com desdém:

_ Palavras de um covarde. É o fim da linha para vocês. Essa é uma batalha que não podem vencer. E, para seu desespero, também já não podem fugir!

Raphael Melcchio sabia que aquelas palavras carregavam a sua verdade. Eles estavam cercados. Mesmo que ele próprio intervisse, mais de 80% de toda a sociedade vampírica seria facilmente eliminada. Eudoxia não cederia por palavras de um vampiro. A aura de apreensão e ansiedade que rondava a figura do Príncipe, então, sumiu simplesmente. As roupas estavam molhadas e pesadas no momento em que ele abaixou a cabeça e fechou os olhos. Quando voltou a erguer o olhar, tinha o porte da coroa e da majestade. O rosto frio de menino era impassível, mas sua voz, autoritária, carregava o som de milênios.

_ Há males maiores que temos que derrotar. Tire seus filhotes daqui. Esse mau é um problema nosso, mas ele se estenderá até vocês. Vão embora agora, para poderem lutar depois. É a minha última palavra.


O azul glacial nos olhos do Príncipe era tão gélido quando aquela geada, e tão impiedoso quanto o coração da própria Eudoxia. Ele também não recuaria. Eudoxia sabia de que mal ele falava; sim, as visões que atormentavam Sarah. A líder chegou a abrir os lábios para uma resposta cínica e honrada, porém, nesse instante, um uivo de terror chamou-lhe a atenção. Sua atenção se voltou para a direção do som e, no telhado do que restava dos Elísios, ela viu um grande lobo castanho. Sarah, sua filha, aquela que herdara o seu dom das visões, havia algo que a perturbava. Seus olhos verdes lupinos pareciam não ter consciência do mundo que os cercavam enquanto a grande loba uivava para a lua vermelha no céu. Eudoxia sondou os pensamentos da sacerdotisa, e a visão que compartilharam era de morte e ruína. Houve um momento de terror no coração gelado de Eudoxia. Havia um grande mau que se aproximava, e que agora ela sabia que isso estava ligado aos Lambedores, como a Matilha suspeitara.

Ela voltou sua atenção ao Príncipe. Na altura em que estava, ela olhou para longe e, pela primeira vez, teve consciência de outras quatro presenças, espalhadas aqui e ali, e uma visão acompanhava cada uma delas. Uma das criaturas tinha uma aura de fogo imensa que não era nem de longe afetada pela geada, enquanto que outra exercia uma atração irresistível; outra tinha uma loucura contagiosa para quem ousasse fitar seus olhos diretamente, e a outra tinha uma presença de forças magistral. Eudoxia teve uma clarividência rápida na qual seus filhos perdiam o senso para uma loucura total; viu o chão se abrir rumo ao grande centro da terra, e seus filhotes se jogarem dentro dele como que encantados pelo fogo que ardia naqueles confins. Viu que seu amado Avicus jogava-se lá também e, em sua visão, ela não fora capaz de detê-lo.

Aqueles eram seres antigos, ela sabia. Talvez, tão antigos quando o mal comum que ela e aquele monarca, que tão audaciosamente oferecera um acordo, temiam. Por um momento, ela teve um pressentimento, um pressentimento como há muito não tinha. Teve a visão de um menino de olhos negros e um sorriso de demônio. Quando ele lhe sorriu, Eudoxia teve medo. A líder dos Fiannas soltou um ganido baixo de terror. Deu um passo para trás, ainda perturbada com as visões. Mas seu olhar foi se serenando aos poucos. Melcchio ainda aguardava, apreensivo e julgando-se um tolo por ter ido até ali.

A líder dos Garous tirou de suas roupas uma flauta prateada, com alguns sinos e penas amarrados. Ela a levantou e começou a tocar, uma melodia baixa, mas igualmente forte, que era levada pelo vento a todos os cantos de Florença.

O jovem Flagelo abaixou o machado, deixando que a lâmina tocasse o chão. O Príncipe sentiu sua mente se esvaziando por completo. E a loba que uivava acima dos Elísios correu para perto de Eudoxia.

Foram apenas algumas notas até que um Crinos furioso saltasse para fora do teatro semi-destruído. Ele saltou de uma vez só até o lado de Eudoxia, com um rosnado terrível de fúria e desaprovação. Os olhos do Príncipe observaram a criatura dos pés à cabeça. Ele deveria ter quase três vezes a estatura da Garou com a flauta. Era enorme, maior que todos os Garous que Melcchio havia visto em mais de mil anos. As garras expostas reluziam de sangue e uma luz sobrenatural. Essa criatura, facilmente identificada como sendo o real líder, rosnava para a mulher, Eudoxia. Melcchio era incapaz de decifrar suas palavras entre os rosnados, e sua mera presença fazia com que se sentisse acuado.

_ “Um predador...” – o Príncipe pensou – “A presença de um predador. Nosso predador.

_ Devemos voltar, Avicus. – era Garou tentava interceder, mas o macho era só fúria e desaprovação. Foi então que ele direcionou um olhar vermelho para a figura do Príncipe, a poucos metros deles. Avicus deu um passo em sua direção, mostrando as presas. Foi seguro pelo braço por Eudoxia:

_ Avicus! Temos de voltar! Agora!

A loba menor havia se colocado entre o líder e a figura do Príncipe. Avicus levantara a Klaive no ar e dera um uivo contra Eudoxia, que já tinha um tamanho quase igual ao seu, as presas também visíveis.

_ Eu vi, Avicus! Eu vi o demônio de Sarah! Temos de deixá-los! Mate-os agora e essa maldição será nossa! Ela se voltará contra nós!

Avicus ainda rosnava, mas abaixou as armas. Deixou que a tempestade fria lhe acalmasse, enquanto seu tamanho diminuía um pouco. Ele olhou novamente para o Príncipe, ainda com as grandes presas e as garras mais do que visíveis. Melcchio sentiu como se seu coração pudesse sair-lhe pela boca naquele instante. Estava paralisado. Avicus voltou os olhos para Eudoxia, ainda com fúria e ainda descontente em ter de abandonar a batalha indubitavelmente ganha.

_ Melhor que tenha mesmo certeza da serventia desses vermes! – ele disse entre dentes. Passou pela loba, que lhe deu caminho, e correu passando a meio metro do Príncipe. Já na rua, transformado em um majestoso lobo de pêlos avermelhados, deu um uivo convocando a Matilha.

Eudoxia e Sarah juntaram-se à ele, bem como muitos depois.

E os Fiannas retornaram para as montanhas, bem como a tempestade de gelo e sangue que trouxeram.

Ao menos, foi o que pareceu...

28 abril, 2006

R.P.G.

Oh, seres Despertos! Prestem atenção! O__O

Sobre as sessões de R.P.G.: sábado, 18h, na biblioteca e, se vocês puderem, segunda, 18h30, também na biblioteca. Não vai dar para jogarmos no domingo. Se alguém tiver problemas com essas datas/horários, avisar-me.

Notas e Erratas

● quando o machado de Júlia bate no escudo mágico de Miguel, ele não deveria ter se quebrado (posso explicar isso depois).

● Annabell não deveria estar conseguindo mexer o braço esquerdo, já que o golpe da Klaive de Avicus não foi superficial, mais sim abriu um rasgo, cortando a clavícula. Uma vez que ela ainda não se recuperou dos 3 pontos Agravados do golpe, o ferimento ainda estaria aberto...

● Lu, respondendo: Annabell derrubou 8 garous em 3 turnos. Já que não está usando Rapidez nas balas, 3 ações por turno, excetuando a bala que você mandou em Miguel.

● com exceção de Miguel e Júlia (lembrei de uma coisa que esquecemos ontem, John), todos os outros bichões em forma Crinos, quando voltarem ao normal, estarão peladinhos. Ù_U Ou peladões... ¬¬

● independente do personagem ter Fortitude ou não (não me interessa o nível) uma Klaive consagrada DÁ danos Agravados. O máximo que eu poderei fazer, dependendo da Fortitude e de quem use a Klaive, é reduzir o dano para Letal. Dano esse que deverá ser curado no tempo adequado.

● respondendo a uma pergunta que me foi feita ontem: se a Matilha continuasse a briga (digo se porque eu já programei deles recuarem), a Camarilla em Florença seria extinta. Vocês não têm chances. Depois que os lobinhos forem embora e saírem de cena eu explico como e por quê.

● Os Malkavianos SÃO os reis do mundo. ¬¬

26 abril, 2006

Retorno da Longa Noite - parte 2 c

Capela de Hermes
Florença, Itália

Uma limusine preta, de vidros escuros, pára em frente a um pequeno palacete de estilo renascentista do começo do século XV. O chofer abre a porta do passageiro, dando passagem a uma jovem mulher traços orientais. Um segundo homem, saindo do carro, põe-se a descarregar uma mala. A mulher, de andar sensual e controlado, sobe calmamente as escadarias de mármore branco, os olhos ferinos percebendo cada detalhe. O motorista, com a mala, bate na porta. Um jovem criado imediatamente reconhece os visitantes, fazendo mensuras para que entrem e fiquem à sua vontade, ele chamaria o Sumo-Sacerdote da Capela. A jovem entra, direciona um olhar carismático ao criado que, devendo ter seus imaturos 16 anos, recém-Desperto, põe se vermelho e sente um calor percorrer-lhe o corpo. Ela pára no meio do salão, admirando-se com o espaço dimensional grandioso do lado de dentro. De suas costas vêm uma voz masculina, a voz de um amigo, mas há muito não ouvida:

_ Ágnes...!

Ela se vira, reconhecendo a voz e respondendo com um caloroso sorriso.

_ É sempre bom vê-la, minha querida...

Retorno da Longa Noite - parte 2 b

Capela Tremere
Florença, Itália


É meia-noite. Os sinos do Duommo tocam ao longe. A noite cresce e entrega-se a si mesma; uma atmosfera eterna de ausência e silêncio.

Em um quarto subterrâneo, o corpo pálido de um jovem está jogado sobre a cama. Suas mãos estão pousadas displicentemente sobre o colo, como se aquele gesto guardasse algum segredo; mas não guarda. Seu olhar nostálgico perde-se na parede vazia, buscando lembranças e fantasmas. Ele não pensa em nada, nem sente vontade de nada. Nesse momento, está entregue a uma batalha perdida contra seus sonhos e seus desencantos.

Ele escuta, meticuloso, a pulsação do próprio coração. Mas ele não gosta desse ruído: essa perfeição da sua certeza o constrange; tudo é demasiado claro. O coração que reconhece como seu é então o coração da noite.

As chamas no candelabro ao lado tremulam, e uma sombra palpável se esgueira pelo vão de baixo da porta. Uma figura esguia e feminina se mostra, emergindo das sombras, fazendo-se daquelas sombras, com uma presença antiga e passada, como o roçar das asas de um fantasma. O jovem sente-se triste por ter sido surpreendido naquela forma derrotada, longe se sua costumeira magnitude, um pobre personagem deitado sobre as próprias cinzas. Mas não diz nada. Apenas encara sua dama soturna.

A mulher sorri discretamente, nada mais do que uma menção e, se aproximando, seus lábios tocam de leve o rosto do jovem, e ele se adianta:

_ Por que demorastes tanto?

Retorno da Longa Noite - parte 2 a

Viena, Áustria
Capela-Sede Tremere


Frente às escadarias de uma antiga e majestosa construção, um homem caminha serenamente. Os pés descalços sobre o gelo, seus olhos se erguem rumo àquelas torres fechadas e mudas; somente seu sorriso sereno leva luz ao cenário frio e cinzento. Ninguém o escuta, ninguém o olha e os cachorros latem em volta do homem. Mas ele não se importa com nada: ele segue girando sua manivela e seu realejo não se cala nunca...

24 abril, 2006

Retorno da Longa Noite - parte I c

21 de novembro, Inverno de 2183
Birmigham – Inglaterra
Em um prédio residencial no centro da cidade, em pequeno cômodo do depósito no décimo andar, cinco jovens de idade entre 15 a 17 anos se reuniam, ocasionalmente, para compartilharem de seus desastres cotidianos. O inconformismo, a nostalgia de uma época nunca vivida, bem como a melancolia pelo que a vida tinha de fútil, eram características que compartilhavam. As roupas pretas, a maquiagem pesada e o ar soturno e trágico dos olhos eram marcas que identificavam os chamados góticos. Dizia-se que isso era rebeldia da idade, futilidade sem motivos, como aquilo que eles mesmo criticavam. Mas o grupo respondia aos comentário com palavrões e gestos obscenos.
A garrafa de absinto, adquirida de forma ilegal, esvaziara-se com um último brinde, ao Amor e à Morte misericordiosa.
Um dos garotos, que tinha o ar de ser o mais velho, puxou do bolso um pequeno pacote branco, minuciosamente amarrado com um barbante muito fino.
_ Woo~! Esperei por isso a semana toda!
_ O cara que me vendeu disso que essa mistura é mais forte, porque é mais pura, saca? Tem menos mato e mais erva... – foi o comentário do mais velho, enquanto enrolava a mistura de ervas secas em um pedaço de papel com perícia impecável.
_ Melhor que seja bom mesmo. Quase toda minha mesada foi nessa porra!
Os rapazes riram. O primeiro acendeu o cigarro com um isqueiro, tragou fundo umas três vezes. A fumaça densa e esbranquiçada tomou o ambiente em uma dança sensual enquanto os outros garotos observavam quase fascinados.
_ Toma! Pega aí a tua porra, Beltram! – disse o mais velho passando o cigarro para o garoto que reclamara.
Mais risos. O segredo passou de mão em mão. Até que o círculo se fechou, e o último do grupo teve a sua vez. O garoto tragou fundo, sentindo a cabeça imediatamente pesada. Álcool e aquilo era uma combinação perigosa. Olhou para o primeiro rapaz; ele jogara a cabeça para trás e procurava agarrar alguma coisa que Byron (era assim que lhe chamavam) não era capaz de ver. Ele traga aquela fumaça densa uma segunda vez. Ouve sinos, pombas voando. Seus amigos tinham formas de mulher aquele que reclamara, Beltram, agora parecia uma topeira gigante, e estava lendo o New Times...
Gordon Byron era um garoto comum de 15 anos. Levava tudo até as últimas conseqüências, para desespero dos pais. Já tinha passagem na polícia por brigas de rua, embora nunca se envolvesse nelas de fato. Gostava dos ares da noite, de tudo o que era proibido. Fazia tudo o que lhe diziam para não fazer. Era pessimista ao extremo e melancólico por natureza. O rosto ainda imberbe dava-lhe um ar angelical, juntamente com o cabelo cacheado e negro. Tinha fama entre as meninas, mas não dava muita importância a elas. O amor não poderia ser tão simples, pensava. O rosto de anjo guardava a língua ferina de um demônio sem modos.
Quando os contornos das coisas desapareceram, e as cores pareciam transbordam mesclando-se umas às outras, Byron respirou fundo, seus pulmões cheios com a fumaça que tomava todo o aposento. Preparava-se para entregar-se por completo àquilo; ele não se importava com limites. “Haviam limites?”, ele pensava. Ele tragou uma terceira vez. Nas visões que lhe tomaram, ele vira sua mãe irritada com seus hábitos, mas a voz dela eram os sinos ao longe. Vira o playground em que brincava quando criança e seus brinquedos preferidos tinham estranhamente um tamanho adequado ao seu corpo de adolescente. E, de repente, todas as imagens sumiram. Byron caminhava em algum tipo de deserto, um lugar frio e nublado, sem céu. Ele sentia muita sede, tudo ali era árido, embora frio e sem sol.
_ Isso não faz sentido... – ele murmurou. Mas ninguém o ouviu. Cada um estava em seu próprio sonhar agora.
Enquanto caminhava, um grande vácuo abriu-se daquela areia infinita, e um ser gigante de asas e chifres retorcidos, uma criatura antiga feita de sombras e chamas surgiu urrando. O demônio cuspiu fogo em Byron, e ele podia sentir a pele crepidando e os próprios ossos virando cinzas. Ele olha desesperado para suas mãos, pouco antes das órbitas de seus olhos estourarem pelo calor, e só o que vê são gravetos carbonizados. Ele grita. Grita para se libertar, grita com todas as forças porque suas apologias à morte eram somente um paradoxo de seu apego apaixonado à vida. Byron não quer morrer daquele jeito. De seu corpo queimado uma luz emana e a visão se dissipa. Byron acorda, está suando frio. Ainda tem a sensação da pele ressecada e quebradiça. Ele procura afastar os efeitos da droga e olhar para as mãos. Estão trêmulas, mas nada além disso. Ele ri baixinho, um riso demente e irônico, como lhe era característico. Só então volta os olhos para a frente, deparando-se com os quatro amigos. A cena que vê queima-lhe os olhos: Os quatro corpos estão carbonizados, as feições transfiguradas em carrancas de dor e desespero. Aqueles dois que estavam mais à sua frente pareciam ter tido os corpo semi-fundidos ao concreto da parece. Tudo ali pareciater sido corrompido com alguma coisa acida e quente. O cheiro de carne humana queimada é insuportável e lhe enche as narinas junto o cheiro de erva.
Byron quer gritar, mas no impulso só consegue vomitar no chão, enquanto procura se levantar em desespero e pânico, procurando a saída. Ele sai correndo, ainda entre o sonho e a realidade, trombando nas coisas e cambaleando. O estado que experimenta é de completo terror e loucura. Ele procura a saída como se procura o fim de um sonho. Sobe as escadarias rumo ao terraço na cobertura do prédio. Abre a porta jogando o próprio corpo contra ela, caindo de joelhos no chão. Ele sente-se extremamente zonzo. Sabe que toca o chão, mas não é capaz de senti-lo. E, naquele instante, isso não importa; a dor que começa a se concentrar rapidamente entre os seus pulmões é intensa e diferente de qualquer coisa que já sentira. Byron começa a chorar, não sabe como se livrar daquilo. Ele procura gritar, mas o sangue que lhe sobe pela garganta enche-lhe a boca e só o que ele consegue é ficar parado enquanto a poça vermelha no chão só faz aumentar. O gosto doce e metálico do sangue lhe causa nojo e enjôos, e ele não controla o vômito. Não são mais do que alguns segundos. Ele se deixa cair pesadamente no chão. As roupas se encharcam com seu próprio sangue; já não se preocupa com explicações.
Com o rosto extremamente pálido virado para o céu nublado e sem nuvens, sente o corpo atordoado, mas a dor passara por completo, tão estranha e rapidamente quanto viera. Ele ficaria ali, naquela posição, por todo o sempre se lhe deixassem. Um floco de neve toca seu rosto e Byron sente os sentidos voltando. Sem saber por que razão, ele se força a abrir os olhos. Deveria tê-los mantido fechados; mesmo com o céu nublado, a luz do sol parece uma maldição. O gosto amargo em sua boca é uma tortura singela, e ele pensa que seria muito bom sentir a neve. Mas não encontra forças para abrir a boca.
Em meio a esses pensamentos fragmentados, um vulto negro surge dentre as nuvens acima dos olhos de Byron. As névoas se dissipam e o que ele vê é uma ave enorme, negra, talvez um corvo. Ela roda em círculo no céu, e a tempestade a acompanha. Byron pensa ver três olhos vermelhos quando contempla a face da criatura. “Sonho de merda..!”, ele pensa, antes de cair inconsciente.

Retorno da Longa Noite - parte I b

A figura ligeira de um jovem majestosamente trajado vira apressada em uma ruela sombria. O brilho sinistro de uma segunda lua, vermelha, banha tudo com um ar sobrenatural de desespero e ansiedade. A simples presença daquela estrela deixava o jovem monarca impaciente, embora ele não conseguisse explicar a si mesmo os motivos que o levavam a temer cada sombra. A verdade é que não haviam motivos.

O celular vibra no bolso direito da calça de camurça negra. O jovem o apanha, impassível. Do outro lado da linha, uma voz feminina já conhecida lhe informa sobre a situação atual dos Elísios.

_ Não precisa me ligar para passar informações a que já tenho acesso por mim mesmo – ele reponde, ríspido e mau-humorado. – E o que pretende fazer? Derrubar todos eles? – ele provoca desdenhoso.

A voz ainda prossegue e ele, sem paciência para meias palavras e charadas verbais, anuncia:

_ Faça seu trabalho. Eu já estou chegando.

Ele guarda o celular no mesmo bolso e apressa o passo. A situação chegara a um ponto crítico que ele não esperava. Mas ele confiava em seu próprio poder para contê-la. Apenas não esperava que seria realmente necessário fazê-lo.

De uma das sacadas daquela ruela mal iluminada, salta uma figura em trajes claros. O jovem, que saltara bem ao lado do Príncipe, põe-se a caminhar a seu lado, silenciosamente. Com ares de forasteiro e poucos amigos, o acompanhante guarda um par de óculos escuros no sobretudo claro. Ele está desarmado, exceto pelo machado de metal acastanhado que leva declaradamente na mão.

Nenhum dos dois diz coisa alguma. Apenas seguem para o destino comum.

Retorno da Longa Noite - parte I a

Sombras engatinhavam nos limites da câmara; há trevas densas na noite fora da casa. Somente uma parte do chão de pedra era visível com aquela luz fosca, uma superfície coberta com manchas marrons. Moscas e vespas se arrastavam nas paredes e sobre o chão, agindo em conjunto sobre o sangue seco. Suas asas batiam incessantemente no espaço calmo e silencioso do ambiente. Apenas aguardando.
Parado, com uma lanterna na mão, o menino se lembrava de tempos remotos e longínquos. Sobre ele, Mateo estava enforcado com uma grossa corrente presa ao teto; intrincadas costuras cobriam seu corpo nu. Mateo já não tinha pernas nem braços definidos, era como um grande casulo humano. Mateo gritava, como ele gritara noite após noite, mas os sons não saíam por sua garganta seca. Suas orelhas foram arrancadas e lançadas no óleo em chamas. Contudo, o garoto havia colocado um tampão em cada ouvido e Mateo, agora, passava seu tempo ouvindo os segredos que uma mosca lhe contava. Outra mosca o ignorava e andava sobre sua cera de ouvido.
O menino observava impassível como Mateo vomitava quando sufocado. Uma vespa voava sobre uma oleosa mistura de saliva e sangue que escorria de seus lábios rachados. Muito mais se seguiu depois disso. Mateo não viveria muito mais, mesmo se as moscas saíssem de sua garganta. Seu pescoço estava inchado e seus olhos esbugalhados em um pânico mudo. Ele se contorceu na corrente como um peixe fisgado, se retorcendo em agonia, como o inseto que rasgava-lhe e pele e começava a sair de dentro dele.
O menino acenou com a cabeça, em aprovação, e se foi. O enxame emergiria da crisálida desse humano sem sua ajuda, e a criança precisava vigiar outros hospedeiros mortais durante esse tempo, a temporada de armazenamento.
Era hora de despertar para as trevas.

Recado para Maira

Aguardo ficha de Ágata.
Sim, ela pode gritar quando ver Alichino destruído; sim, ela pode gritar declarando que irá se vingar; sim, os gritos dela ecoarão pelos prédios atingindo uma super-ultra-hiper-extra-mega-plus distância cósmica semi-fenomenal; sim, você pode inventar Melpominee de níveis 7 e 8, desde que sob minha supervisão; não, o grito dela não funciona como uivo garou e não existe uma Tribo Filhas da Cacofonia na cadeia de montanhas...! ¬¬ NÃÀÀÀÀOOOO! Ò______Ó Você não pode criar essa tal Tribo bizonha e ser a Filha Alfa da Matilha. Até porquê, eu prefiro nem pensar na tua forma Crinos...
-___-~* -meeedooonhooooo-
...
Desculpe qualquer coisa.

Recado para Victor

Cadê Lucius, meu caro?!
Tu precisa aparecer! Não sabia que jogos on-line deterioram a sua visão e amolecem a tua massa cerebral? Além disso, esse jogos fazem parte de um grande e diabólico plano Tecnocrata de extermínio de raças inferiores e dominação inter-mundial. Melhor você deixar esses templários/assassinos/magos/bardos/odaliscas de lado e voltar para o R.P.G. Ù_U
Os Baali estão atacando!! Qual é? Tu não vai fazer nada??! Ò___Ó Que @#$%^&*!!

Recado para Alan

ALLLLAAAaaaaAAAaaAANNNnnnNNNn!!!!! O_______________O
Primeiro, espero que tu esteja melhor! ^__^ Se não estiver, sinal de que não verá isso... Mas não tema!!! Ò_Ó Nós iremos até você!!! ThunderCats!! WOOOO!!!! Ò___Ó Sóh! ¬¬ Seguinte, o recado é rápido. Abel enviou um espírito inferior (um capetinha baixinho e mal-humorado) até Túlio, com a seguinte mensagem: “Faça o que tiver de fazer imediatamente”.
O infeliz ainda te pediu uma moeda pelo serviço antes de se retirar. Ù.u É opcional teu dar a moeda, ok? He he he!! ^____^

Comentários

Atenção, ferrenhos vampirinhos matadores de lobinhos indefesos (como vocês são maus! ¬¬ *olhar de reprova moral).


Eu tenho muita coisa para falar, então não vou me preocupar em perder tempo com a estética do texto como é de meu costume, ok? Dessa vez eu vou apenas “jogar” as palavras... Então não liguem se um parágrafo não tiver nada a ver com o outro. -____-“


Então? Abel, Júlia e Bebel... Gostaram de ser emboscados? XD


Aquilo foi um pouco maldoso... Mas vocês têm de admitir que eu fui boazinha por vocês ainda estarem de pé. Ù.u Ai, ai...


Balanço da Camarilla até agora:
● restam 27 dos 50 iniciais (isso excluindo da conta a Primigênie e contando com os PJ de vocês)

Balanço do Sabá:
● restam 4 dos 6 iniciais.

Balanço dos Anarquistas:
● restam 12 dos 12 iniciais. >:D

Balanço dos Independentes:
● restam 8 dos 15 iniciais.

Clã Tremere: intacto.

Comunidade hermética: intacta.

Situação da Matilha Fianna: restam 50 e poucos (e aumentando) para cerca de 80 iniciais.



Aqueles dentre vocês (Abel, Júlia, Victor, Céu... Céu não mais ¬¬) que possuam Ferimento Permanente, começam TODAS as noites com os Níveis de Vitalidade no Ferido, sendo necessário 3 Pontos de Sangue para ficarem completamente saudáveis novamente. Espero que não se esqueçam disso... Aliás, esse aviso é por causa da situação atual de vocês também... Se forem dormir com a Vitalidade em Aleijado, por exemplo, vão acordar em Torpor!! Há há há!! Ou seja, se em uma noite qualquer não fizerem nada para curar a perda de sangue de Ferimento Permanente, na noite seguinte acordam em Espancado e em quatro noites estão em Torpor.

Volto a lembrá-los que sangue mortal não os alimenta como deveria...


Júlia e Annabell, o sangue que vocês têm na residência é especial e as alimenta de forma adequada. Contudo, ele se esgotará se vocês não o repuserem de alguma forma... Annabell, você ainda tem 5 Pontos de Sangue em sua reserva, Júlia está com 36, calculando o que a personagem já deve ter tomado até agora. Também lembro para tomar cuidado, uma vez que você não mora sozinha...


Aí, meninos e meninas, entrem no blog do Pepe para verem a terceira parte do Background de Miguel. Se mais alguém montou algo parecido, avise-me, por favor. Eu quero linkar! Aliás, só para dar um toque a todos vocês, mas mais especialmente no Pepe... He he he!!! ^^ Devido ao teu lindo background e às tuas boas interpretações (vocês devem admitir, junto com o Közi, Miguel é o um dos melhores intérpretes do grupo...) e blá blá blá, eu decidi como vou fazer com que Miguel descubra sobre o seu Caçado. U_U Os resultados disso, na parte boa, são que seu Desperto vai para 5, e todas as tuas Esferas ganham +1, no limite de 4. Muito provavelmente eu te dê Arete 5, mas isso vai depender do teu desempenho até lá.

Pescaldo: *______________* Woo!! ‘Tô podendo!
Grupo: Ò____________________Ó Maaaaataaaaaa o Meeeesssstrrrreeeee!!!!!
Mestre: AaHh!!! o______O *foge para a Mestrolândia*


Calma, gente. ¬¬ Olha, pensem pelo lado bom, eu estou avisando antes. Melhor vocês serem espertinhos...


Pepe, isso não é uma piada. Eu andei pensando no caso de Miguel ser guiado por Fenris, no tipo de Despertar que você mesmo descreveu (e foi bem poderoso, non? ¬¬) e cheguei a essa conclusão/idéia. O porquê disso acontecer e que ligação terá com o teu Caçado, isso você vê na hora. ^.^ PORÉM, é óbvio que tudo cobra seu preço... Afinal, eu nem sou tão boazinha assim... ¬¬


Ah! O_O Só mais uma coisa: Miguel está com 10 pontos de Paradoxo acumulados desde o início da noite. Até agora...

Presença vs. Mente

Uma observação que eu gostaria de fazer sobre essa lendária discussão sobre Mente vs. Presença.
Sei que já combinamos (Pescaldo, John e eu) uma regra ocasional para quando esses poderes forem usados, e eu manterei essa regra até o final da crônica. Contudo, gostaria de transmitir minhas novas “descobertas”: não há nenhum livro com um capítulo especial chamado “O que fazer quando o Toreador bonitão usa Presença contra o Mago espertinho”, mas, todavia, contudo, no entanto, eu (e o Conselho Mago-Tremere) andamos pensando/discutindo/pesquisando, e a conclusão a que chegamos, baseada nos livros e não em meras especulações/interpretações, é de que Presença NÃO afeta a mente. Além disso, o efeito de Presença é instantâneo; não há uma brecha de tempo para o alvo pensar “Oh, acho que está acontecendo algo estranho!”, o que anula as chances de revida, uma vez que, quando pensar em pensar em algo, o alvo JÁ estará sob os efeitos da Disciplina.
O funcionamento da Disciplina de Presença atingi diretamente a psique do alvo, ignorando o cérebro. Presença é estritamente psico-emocional, nenhum nível elevado de Dominação poderia barrá-la. Níveis elevados de Auspícios ou Animalismo poderiam amenizar seus efeitos, mas nunca empregados pela própria vítima; seria necessário que um terceiro intervisse. Dentre os vampiros, as Disciplinas que concorreriam com Presença seriam Obeah e Valeren, por igualmente afetarem diretamente o psico-emocional. Nem mesmo Quimerismo 8 barraria os efeitos de Presença 8.
Em outras palavras, simplesmente não há correspondente em Esferas para bloquear os efeitos de Presença elevada (se alguém quiser argumentar, sou toda ouvidos). Ela é a única Disciplina/Dom/Esfera que afeta o alvo dessa forma. Então, se eu tivesse tido certas informações no começo do jogo, Presença 8 seria, sim, irresistível. SE houvesse algo próximo de conter seus efeitos dentro das regras de Mago, penso que seria a Esfera Espírito juntamente com Esfera Mente (ambas com níveis maior que 3), combada com uma Força de Vontade alta e merits adicionais, como Vontade de Ferro e/ou similares. Ou seja, a pessoa teria de ser realmente “forte” mental, espiritual e socialmente para conseguir se libertar dos efeitos desse encanto.

Contra-Mágicas

Esta é minha palavra final sobre quais efeitos mágicos podem ser anulados e quais não podem. Essa conclusão eu baseio em alguns comentários soltos dos livros Tremere e dos suplementos de Mago (vejam bem, “comentários soltos”, já que não encontrei nada consistente que falasse a respeito), algumas discussões com Frejat e Pescaldo, sendo jogadores com personagens que se utilizam desses recursos e, por fim, eu acabei recorrendo àqueles que disponho de contato e que, ao meu ver, têm mais conhecimento sobre Magia e Taumaturgia do que eu. A última discussão entre Linus, Réggis e eu acabou chegando à essa conclusão, e eu estou tomando-a como regra a partir de agora.
Terão possibilidade de serem anuladas as mágicas em andamento (como Rituais ou efeitos ativos de Taumaturgia) e as mágicas que mantenham a magia propriamente dita retida, como Fetiches (de garous, magos ou Tremere). As únicas formas de mágica que não podem ser anuladas são as de efeito concluído, sobre os quais a própria magia já os tenha deixado, de forma que, agora, eles sejam parte da Realidade.
Exemplos:
● Miguel cria uma magia qualquer, seja mental, social, física ou espiritual. Uma vez que tenha pleno conhecimento do funcionamento da mágica, um Tremere pode, sim, anulá-la. Vejam bem, não é necessário um conhecimento sobre as Esferas de magos propriamente ditas; basta que conheça o funcionamento da mágica ou, em mágicas menores, seus efeitos.
● Infelizmente para os Tremere, basta que um mago saiba que a mágica está sendo feita e onde ela está para que a anule. Ele não precisa de nenhum tipo de conhecimento taumatúrgico nem tampouco saber sobre seu funcionamento. A Taumaturgia é uma extensão da Magica, sendo facilmente anulada por esta.
● Miguel cria um escudo mágico reflexivo, que joga de volta qualquer coisa que o vise como alvo. Abel usando Perdo Magica para anular o escudo é incapaz de fazê-lo, uma vez que a mágica de Miguel irá refletir a magia de anulação de volta. Da mesma forma, Abel ativando um escudo de mesmo efeito, só que se utilizando de Perdo Magica, é imune aos ataques mágicos de Miguel, pelo mesmo processo de raciocínio anterior.
● Miguel usa um efeito de Petrificar em Annabell. Abel aparece e usa Perdo Mágica. O efeito é quebrado e Annabell volta ao normal. Isso é possível pois a mágica de Miguel ainda estava presente, podendo ser anulada.
● Miguel usa um efeito de Vire Pedra em Annabell. Abel pode tentar o quanto quiser, mas ninguém será capaz de reverter o efeito; talvez, nem o próprio Miguel. Isso por que, ao contrário do efeito anterior, Annabell não foi petrificada, sua matéria foi convertida alquimicamente em outra. Sua consciência permanece tragicamente na estátua, mas a mágica já foi concluída. Em outras palavras, uma vez que esse tipo de efeito se conclua, não há necessidade da permanência da magia. Então a magia se dissipa e aquela estátua, agora, É uma simples estátua. Faz parte do real e assim deve ser afetado como tal. Perdo Magica e contra-mágica não a afetam, pois não há mágica a ser anulada. A estátua está, contudo, sujeita a outros efeitos mágicos...
● Em contraponto, Tremere também são capazes de mágicas conclusas. Se Lawrence usa o nível 4 de Trilha Espiritual para criar um Fetiche, e Miguel aciona contra-mágica no objeto, a magia se quebra e o espírito aprisionado é liberto. Isso porque a mágica de Lawrence deveria estar presente para manter o espírito preso. Porém, se Lawrence se utiliza do nível 1 da mesma Trilha e joga um Mau-Olhado em Miguel, assim que o teste é feito e os sucessos são obtidos, a mágica é concluída e impossível de ser anulada, uma vez que a magia de Lawrence não é mais necessária para os espíritos atrapalhem as ações de Miguel (isso funciona meio como Entropia...). O que não impede Miguel de usar Entropia e ganhar sorte, equilibrando os efeito. Como podem ver, magias conclusas como a Vire Pedra e Mau-Olhado não podem ser anuladas depois de feitas, mas seus efeitos podem ser equilibrados ou completamente contidos através do uso de novas magias.
Não sei se o texto e esses exemplos ficaram inteligíveis... Então, se eu compliquei com alguma coisa, estou aberta a esclarecimentos. \ o_O /
Conclusões:
● Campos criados puramente com magias de anulação são impossíveis de serem quebrados, uma vez que a contra-mágica será anulada assim que “tocar” o campo. No entanto, isso não impede que, mesmo remotamente, outras magias mais poderosas possam sobrepor seus efeitos...
PS.: Sim, um mago mediano pode transpor o campo mágico criado por um Tremere; e não, um Tremere ancião não tem capacidade para sobrepor um campo mágico hermético, embora fosse necessário um mago de Arete 5 ou 6 para criar um campo mágico nas proporções do que um Tremere de 10ª criaria... Para transpor o campo de um mago mediano, Arete 3 ou 4, seria preciso, no MÍNIMO, um Matusalém de 2.000 anos. Ou seja, essa coisa de campo mágica, por lógica, funciona muito melhor com Tremere. Não estou a fim de prolongar o assunto e discursar isso aqui, mas o Conselho Mago-Tremere discutiu e essa foi a conclusão a que chegamos. Se alguém quiser averiguar algo, eu me coloco a disposição para argumentar pessoalmente.
● Qualquer tipo de magia, seja de mago ou de Tremere, não podem anular Disciplinas não-mágicas, como Presença, Dominação, Potência, Vicissitude e blá blá blá. No caso de um mago sendo alvo de Dominação ou Presença, mesmo quando a regra dessas tiram do alvo o direito de resistir, este ganhará direito a um teste somente no caso de possuir Esfera Mente igual ou maior do que 3. E, ainda assim, a dificuldade será alta e permitirá que os efeitos das Disciplinas sejam temporariamente evitados, e não completamente anulados. Então, maguinhos, é melhor não abusar da sorte...